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Certamente você deve ter em seu
círculo de amizades alguém que sempre foi o ‘engraçadinho’ da turma. Eu tive várias.
Homens, mulheres, crianças e até velhinhos piadistas.
Algumas dessas pessoas ficaram
por um período em minha vida e depois nossos caminhos tomaram rumos diferentes.
Por consequência, passei a rir menos e sinto uma saudade inquietante de algumas
delas.
Outras, porém, por razões que só
o destino pode explicar, traçaram o mesmo caminho que eu, fizeram parte da minha
rotina, de fases da minha vida, dos meus momentos de riso, ou de choro, e
atenderam prontamente o meu chamado amigo quando se fez necessário... Eu
costumava dizer sobre elas, ‘aquela amiga doida’ ...(Não sei bem por quê mas
chamamos assim as pessoas mais extrovertidas que conhecemos)...Mas era uma
loucura saudável, era a loucura que dava graça à minha vida...Talvez eu
adotasse essas pessoas como amigas pois encontrava nelas algo que geralmente
falta em mim – um pouco de senso de humor. prontoconfessei#
Mas agora vem a parte sem graça
nenhuma dessa história..E isso se deve, especificamente, a presença de um
destes ‘personagens’ da minha vida.
Outro dia, vi um vídeo pela net
no qual durante uma cerimônia de colação de grau os formando homenagearam um
amigo que havia recentemente descoberto um câncer.
Este rapaz não foi o primeiro exemplo
que vi de pessoas que, acometidas por esta doença, teve sua personalidade traçada
por amigos e familiares como uma pessoa
muito feliz, sempre alegre, sorrindo e fazendo todos sorrir.
E aí entra a pessoa de quem estou
falando...Assistindo ao vídeo me lembrei dela...Assim como o menino formando...no
auge de sua juventude, exercitando seu dom de desabrochar sorrisos em qualquer
um, era também uma “uma pessoa muito
feliz, sempre alegre, sorrindo e fazendo todos sorrir”, e, também , descoberto
esse tal de câncer.
É certo que, no momento que
passamos por dificuldade, somos vistos como uma espécie de santidade, então, é
completamente compreensível que as pessoas lembrem o lado bom de cada um que
passa por momentos como estes. Mas me peguei pensando se em algum momento antes
de estrearmos neste universo, nossas características já são escolhidas a fim d
que em algum momento nos seja muito útil, imprescindível. Será que estes dois
guerreiros, se não fossem exatamente como são, seriam capazes de desafiar todos
os seus limites para vencer esta luta?
Não sei. Mas tenho certeza que
isso não fez minha amada e querida
personagem perder seu bom humor...e posso assegurar que continua sendo uma das
pessoas mais felizes que eu pude conhecer.E tenho testemunhas...
E se tivéssemos que ter motivos
para ser feliz, talvez ele não seria TÃO feliz.Nenhum de nós seriamos pois sempre
existirão dificuldades, mas acho que é pra manter o equilíbrio das coisas.E
embora esteja passando por esta fase de ato reconhecimento, busca pela força,
descoberta da fé sem limites, continua nos fazendo sorrir. Óbvio que há
momentos de fraquezas, mas nunca de desistência. E isso é um tapa na minha cara
toda vez que me vejo reclamando de coisas tão pequenas...
Desde q me vi nesse mundo,
convivemos juntas. Apesar de sermos muito diferentes em questão de
personalidade costumávamos ter roupas iguais na infância, uma vez que nossas mães
compravam tudo na mesma loja.Conforme crescemos, nos aproximamos, trocávamos confidências,
e estreitamos nossos laços,Depois, na vida adulta, o contato era um pouco mais raro
- trabalho, estudos, namoros, enfim, coisas da vida adulta nos tornaram
ocupadas demais-.. mas nunca deixou de existir.
E nesse processo de transição adolescência>>vida
adulta, ela nunca teve medo de nada. No quesito amor, se apaixonava tanto e tão
intensamente e em tão pouco tempo que chegava a ser MUITO engraçado. (Será que
ela vai ficar brava por eu ter dito isso =/ ?)Mas a vantagem é que a mesma
agilidade q ela tinha para amar, ela também encontrava para DESAMAR. Qualidade invejável
principalmente quando se leva um pé na bunda. Mas pé na bunda nenhum fez ela
chorar muitos dias!! E depois de, talvez um mês, já tinha um novo e ABSOLUTO
amor. Aquilo que chamamos de a fila andar, ela sempre soube faze muito bem.
Mas depois de tantas emoções
vividas, descobrimos todos juntos que sofrer por amor não era tão ruim assim, e
que tantas outras coisas que dávamos uma enorme relevância não é nada perto do
fato de lutar por sua vida. Lutar mesmo, como um guerreiro, que mesmo ferido, faltando
forças, não pensa em desistir.
Além de todas outras coisas que
ela me ensinou ao longo de nossas vidas, agora assistindo e participando como
figurante dessa historia, sem querer querendo ela tem me ensinado muito mais.
Acho que fiquei mais corajosa com
ela, perdoei meus egoísmos, minhas futilidades, minhas preocupações mais irrelevantes, e passei a
enxergar a complexibilidade da vida, que está além do material, do orgulho, da ambição,
de um vitrine cheia de roupas e sapatos lindos, da falta de dinheiro, e aprendi
até a me tornar mais bem humorada.
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Não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.
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Talvez, em alguns momentos, ávidos
pela resposta para nossas perguntas - por quê (?)- nos esquecemos de reconhecer
o “ Pra quê” algumas coisas acontecem.
Em certos momentos alguns detalhes
inevitavelmente fugirão do nosso controle, mas devemos prontamente vestir-nos
de coragem e força para lidar com contratempos no meio do caminho, provações que Deus permitiu que passássemos para
o nosso crescimento espiritual e pessoal e para nos tornarmos pessoas melhores.
Tenho certeza de que, quando tudo
isso acabar, ela não será mais a mesma, sua alegria de viver ser multiplicada
em mil. E estarei pertinho dela pra continuar me contagiando e pegando carona nos seus sorrisos.