quarta-feira, 11 de setembro de 2013

De caso com a vida


Tem quem namora, quem tá casado e uns mal amados. Tem os solteiros e os desesperados.

Tem quem ama, quem atura. Quem é companhia, quem é ausência, mesmo na presença.

Tem gente feliz, gente tentando. Gente sorrindo e gente chorando.

Corações vazios que tentam se preencher, se aquecer, com o que tiver, com o que vier.

Tem o bem, o mal, o bom. Mas todo mundo tá tentando alguma coisa, mesmo sem nem saber dizer porquê.

Mas é de caso com a vida, nos desencontros, que de repente se encontra o tudo ou o nada, pra dizer pra onde, quando e como.

domingo, 18 de agosto de 2013

Filhos que partem

Tenho prestado atenção no comportamento de algumas mães. Mulheres que não sucumbem a qualquer capricho da vida, mas que não suportam e nem sempre sabem lidar com o fato de ver os filhos caminhando sozinhos.

Sim, todas elas sempre dizem aos quatro ventos que querem mais é que os filhos sejam independente, bem sucedidos, e etc, mas daí, é só ver eles saindo pela porta de vossas casas, que o coração entra em prantos, o sistema nervoso em colapso.

Lá estão as fortes guerreiras sangrando por dentro.
Não adianta dizer que criam filhos para o mundo, não adianta lembrá-las de que um dia ela fora tambem causadora desta dor. Elas simplesmente não conseguem enxergar nada além do que está a sua frente. Elas só enxergam na ilusão de suas cabeças super protetoras que filhos vão para nunca mais voltar.


Eu digo, na condição de filha que já foi, que nunca deixaremos de estar.Filhos criados por pais presentes,(as vezes até demais) mesmo sem querer, cedo ou tarde se pegam ali, na dependência afetiva do maior amor do mundo.

Mas as mães precisam se convencer de que conheceremos amores diferentes. De que a vida nos apresentará atraentes programações e que isso fará com que nosso lugar à mesa fique vago no almoço de domingo. O que não significa que não sejamos filhos bons, ou que não as amamos o suficiente. (Caso não saibam, nós não imaginamos nossas vidas sem vocês), significa apenas que crescemos, e que criamos a partir de nossas experiencias, novos laços, preferencias, criamos a necessidade de querer mais. Significa que o ciclo da vida resolveu se apresentar mesmo a contra gosto e o que ele quer dizer é que, precisamos ir e caminhar sem vocês.

Acreditem, também sofremos, também temos inseguranças, as vezes tambem queremos ficar. Encontrar em seu colo o conforto que o mundo não nos oferece. Nas suas palavras o reconhecimento (ou soh a corujice mesmo) que nos enaltece, nos faz sentir grande, forte, foda. Mas para crescer, para ser quem sabe um dia como você, precisamos encontrar quem nos faz tremer na base, quem nos desafie, quem nos cobre, precisamos desse oposto para nossa própria superação. Precisamos conhecer caminhos que você não trilhou, andar por becos, ruas escuras. Precisamos do desconhecido, do novo, da mudança. Para isso, precisamos também nos ausentar fisicamente.

Mas peço, com o coração de uma filha que teme não ser boa filha, e se cobra todos os dias por isso: Não nos peça pra ficar. Não nos faça sentir medo. Continue a nos dar o seu amor e nos encoraje a ir, com a certeza de que se precisar, temos pra onde voltar. Mas nunca com a sensação de que ir não é uma boa escolha. Pois quando os filhos estão de partida para um mundo novo, acreditem, tudo que eles menos querem é partir o seu coração. 


sábado, 28 de abril de 2012

Não espere ter boas razões para se feliz


Certamente você deve ter em seu círculo de amizades alguém que sempre foi o ‘engraçadinho’ da turma. Eu tive várias. Homens, mulheres, crianças e até velhinhos piadistas.

Algumas dessas pessoas ficaram por um período em minha vida e depois nossos caminhos tomaram rumos diferentes. Por consequência, passei a rir menos e sinto uma saudade inquietante de algumas delas.

Outras, porém, por razões que só o destino pode explicar, traçaram o mesmo caminho que eu, fizeram parte da minha rotina, de fases da minha vida, dos meus momentos de riso, ou de choro, e atenderam prontamente o meu chamado amigo quando se fez necessário... Eu costumava dizer sobre elas, ‘aquela amiga doida’ ...(Não sei bem por quê mas chamamos assim as pessoas mais extrovertidas que conhecemos)...Mas era uma loucura saudável, era a loucura que dava graça à minha vida...Talvez eu adotasse essas pessoas como amigas pois encontrava nelas algo que geralmente falta em mim – um pouco de senso de humor. prontoconfessei#

Mas agora vem a parte sem graça nenhuma dessa história..E isso se deve, especificamente, a presença de um destes ‘personagens’ da minha vida.
Outro dia, vi um vídeo pela net no qual durante uma cerimônia de colação de grau os formando homenagearam um amigo que havia recentemente descoberto um câncer.
Este rapaz não foi o primeiro exemplo que vi de pessoas que, acometidas por esta doença, teve sua personalidade traçada por  amigos e familiares como uma pessoa muito feliz, sempre alegre, sorrindo e fazendo todos sorrir.

E aí entra a pessoa de quem estou falando...Assistindo ao vídeo me lembrei dela...Assim como o menino formando...no auge de sua juventude, exercitando seu dom de desabrochar sorrisos em qualquer um,  era também uma “uma pessoa muito feliz, sempre alegre, sorrindo e fazendo todos sorrir”, e, também , descoberto esse tal de câncer.

É certo que, no momento que passamos por dificuldade, somos vistos como uma espécie de santidade, então, é completamente compreensível que as pessoas lembrem o lado bom de cada um que passa por momentos como estes. Mas me peguei pensando se em algum momento antes de estrearmos neste universo, nossas características já são escolhidas a fim d que em algum momento nos seja muito útil, imprescindível. Será que estes dois guerreiros, se não fossem exatamente como são, seriam capazes de desafiar todos os seus limites para vencer esta luta?
Não sei. Mas tenho certeza que isso não fez  minha amada e querida personagem perder seu bom humor...e posso assegurar que continua sendo uma das pessoas mais felizes que eu pude conhecer.E tenho testemunhas...

E se tivéssemos que ter motivos para ser feliz, talvez ele não seria TÃO feliz.Nenhum de nós seriamos pois sempre existirão dificuldades, mas acho que é pra manter o equilíbrio das coisas.E embora esteja passando por esta fase de ato reconhecimento, busca pela força, descoberta da fé sem limites, continua nos fazendo sorrir. Óbvio que há momentos de fraquezas, mas nunca de desistência. E isso é um tapa na minha cara toda vez que me vejo reclamando de coisas tão pequenas...

Desde q me vi nesse mundo, convivemos juntas. Apesar de sermos muito diferentes em questão de personalidade costumávamos ter roupas iguais na infância, uma vez que nossas mães compravam tudo na mesma loja.Conforme crescemos, nos aproximamos, trocávamos confidências, e estreitamos nossos laços,Depois, na vida adulta, o contato era um pouco mais raro - trabalho, estudos, namoros, enfim, coisas da vida adulta nos tornaram ocupadas demais-.. mas nunca deixou de existir.

E nesse processo de transição adolescência>>vida adulta, ela nunca teve medo de nada. No quesito amor, se apaixonava tanto e tão intensamente e em tão pouco tempo que chegava a ser MUITO engraçado. (Será que ela vai ficar brava por eu ter dito isso =/ ?)Mas a vantagem é que a mesma agilidade q ela tinha para amar, ela também encontrava para DESAMAR. Qualidade invejável principalmente quando se leva um pé na bunda. Mas pé na bunda nenhum fez ela chorar muitos dias!! E depois de, talvez um mês, já tinha um novo e ABSOLUTO amor. Aquilo que chamamos de a fila andar, ela sempre soube faze muito bem.

Mas depois de tantas emoções vividas, descobrimos todos juntos que sofrer por amor não era tão ruim assim, e que tantas outras coisas que dávamos uma enorme relevância não é nada perto do fato de lutar por sua vida. Lutar mesmo, como um guerreiro, que mesmo ferido, faltando forças, não pensa em desistir.
Além de todas outras coisas que ela me ensinou ao longo de nossas vidas, agora assistindo e participando como figurante dessa historia, sem querer querendo ela tem me ensinado muito mais.

Acho que fiquei mais corajosa com ela, perdoei meus egoísmos, minhas futilidades, minhas  preocupações mais irrelevantes, e passei a enxergar a complexibilidade da vida, que  está além do material, do orgulho, da ambição, de um vitrine cheia de roupas e sapatos lindos, da falta de dinheiro, e aprendi até a me tornar mais bem humorada.
Não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.



Talvez, em alguns momentos, ávidos pela resposta para nossas perguntas - por quê (?)- nos esquecemos de reconhecer o “ Pra quê” algumas coisas acontecem.

Em certos momentos alguns detalhes inevitavelmente fugirão do nosso controle, mas devemos prontamente vestir-nos de coragem e força para lidar com contratempos no meio do caminho,  provações que Deus permitiu que passássemos para o nosso crescimento espiritual e pessoal e para nos tornarmos pessoas melhores.

Tenho certeza de que, quando tudo isso acabar, ela não será mais a mesma, sua alegria de viver ser multiplicada em mil. E estarei pertinho dela pra continuar me contagiando e pegando carona  nos seus sorrisos.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Para todos os problemas, o amor.




Algumas coisas seriam infinitamente mais fáceis e muitas situações seriam evitadas se as pessoas optassem por conservar o amor e as coisas boas, ao invés de nutrir sentimentos e lembranças ruins.

Se a prática fosse tão fácil quanto o ato de falar, eu diria que devemos aprender a aprender as lições que a vida quis nos ensinar nessas 'horas mais difíceis’. Para começar, abrir mão do papel de vítima, justificando nossos erros e fracassos nos tropeços  cometido pelo outro.Aprender a aprender que nem tudo é perfeito, as pessoas nem sempre são o que parecem (clichê but TRUE) e em dado momento fatalmente nos decepcionaremos com algo/alguém.

Portanto, preparar-se para isto, pode ser uma maneira de nos prevenir de uma grande surpresa desagradável, e de certo modo, é também uma maneira otimista de encarar a vida, do ponto de vista que, APESAR de TUDO isso, o sol continuará brilhando, e pouco a pouco resgataremos nossas energias, esperanças, e tantas outras coisas que por ventura nos fora roubada.

A busca pela felicidade, ou simplesmente pela tranqüilidade espiritual, pelo viver bem é um exercício que requer dedicação diária, e exige que muitas vezes não olhemos para trás, caso o passado nos traga lembranças não tão boas.

Nos apegar aquilo que faz realmente bem, - não consigo pensar em nada melhor do que o AMOR, em suas mais variadas formas- se não a cura, é como o paliativo para continuarmos vivendo, sob a utopia de uma vida plenamente feliz.

Prefira sonhar alto à encarar a vida real com pessimismo.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Velinhas/Velhinha

Não trago boas novas...

Ok, para não ser tão pessimista...completarei 21 anos de vida amanhã.Isto é uma boa nova, não?

O fato é que quando passamos da fase infância/adolescência é conhecemos a vida adulta não esperamos mais tão ansiosos pela data de aniversário.Vamos as razões básicas para isto:

Primeiro porque a vida adulta assombra um pouco, eu mesma já tenho dores na costas, - não quero nem imaginar o que será de mim daqui uns 15 anos-, o tempo livre é quase nada, a vida nos consome demais...trabalho, estudos, enfim, CRESCEMOS.

E o segundo - e não menos importante- motivo pelo qual fazer aniversário não é mais lá essas coisas divertidissimas é que já não ganhamos mais a quantidade de presentes que ganhavamos há anos atrás quando comemoravamos nossas anos a base de muito refrigerante, coxinha, brigadeiro e afins...

Mas tá tudo bem, 21 não deve ser tão ruim assim...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Escolha viver.

Escolha um emprego. Escolha uma carreira. Escolha uma família. Escolha uma televisão enorme. Escolha lavadoras de roupa, carros, CD players e abridores de latas elétricos. Escolha boa saúde, colesterol baixo e plano dentário. Escolha uma hipoteca a juros fixos. Escolha sua primeira casa. Escolha seus amigos. Escolha roupas esporte e malas combinando. Escolha um terno numa variedade de tecidos. Escolha fazer consertos em casa e pensar na vida domingo de manhã. Escolha sentar-se no sofá e ficar vendo game shows chatos na TV enfiando porcaria na sua boca. Escolha apodrecer no final, beber num lar que envergonha os filhos egoístas que pôs no mundo para substituí-lo. Escolha o seu futuro.

Introdução do filme Trainspotting.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Dear Blog,



Desculpe a ausencia, tenho passado por tempos dificeis.Tempo de decisões, sentimentos a flor da pele.Tempo que precisei de você, mas não tive tempo pra você!
Mas quero que saiba que estou bem, porém ainda com predileção ao drama.Sim, tera que conviver um periodo comigo desse jeito.Não sei dizer por quanto tempo ainda.

Queria voltar aqui e te dar uma bela noticia...De que sou feliz todo o tempo, de que ganhei dinheiro e estou sendo uma boa garota sempre, e que deixei de pensar em besteirar e que não tenho medo da morte,mas ainda sou a velha menina, ou a menina velha que estivera sempre lhe relatando todos os dramas de sua vida.
Não me culpe por ser tão infiel mas acho que vai gostar do que vou dizer agora: Voltei pra ficar!